Para Salvar Meu Pai, Fingi Ser a Noiva de um Estranho, Mas Nunca Esperei Me Apaixonar Pelo Irmão Errado

Um Acordo com um Estranho… e um Amor que Eu Nunca Vi Chegando

Eu estava afundada em dívidas hospitalares quando um homem de terno me fez uma proposta impossível—fingir ser sua noiva, e ele pagaria pela cirurgia que salvaria a vida do meu pai.

Eu não tinha escolha a não ser dizer sim.

Mas então conheci o irmão dele… e tudo desmoronou.

A Ligação que Mudou Tudo
Aquela manhã começou como qualquer outra.

Eu estava trancando a porta do meu apartamento quando meu telefone vibrou.

Outro trote, pensei, pronta para ignorar.

Mas algo me fez atender.

“Senhorita Carter?” A voz era calma, profissional.

“Sou o Dr. Reynolds. Estou ligando sobre seu pai.”

Meu coração vacilou.

“Ele está bem?”

Uma longa pausa.

“A condição dele piorou. Ele precisa de cirurgia imediatamente. Sem isso… as chances dele são baixas.”

O valor que ele me deu era impossível—muito além de qualquer coisa que eu pudesse pagar.

Eu não tinha nada.

Sem economias, sem ninguém para recorrer.

Meu trabalho no café mal cobria meu aluguel.

Mas eu não podia perdê-lo.

“Eu vou dar um jeito,” sussurrei, antes de desligar.

Um Estranho no Café

Desesperada, corri para o trabalho e implorei um adiantamento para minha gerente, Lisa.

“Eu queria poder fazer mais, Sophie,” ela disse, a voz pesada de arrependimento.

“Dois meses de salário é o máximo que posso oferecer.”

Não era suficiente.

Nem perto disso.

Pisquei forte, lutando contra as lágrimas, e voltei ao salão do café—apenas para sentir um olhar fixo em mim.

Um homem estava sentado perto da janela, me observando.

Não era um cliente habitual.

Não era o homem calado e gentil que sempre pedia café preto, sem açúcar.

Aquele que eu secretamente admirava, o homem para quem eu sempre dava um biscoito extra, esperando que ele notasse.

Não, este era diferente.

Mais velho.

Mais afiado.

Vestido com um terno que exalava poder.

E eu não fazia ideia de que, até o fim da noite, ele mudaria tudo.

Uma Proposta Perigosa

Mais tarde, naquela noite, enquanto eu caminhava para casa, perdida em pensamentos, um carro preto e elegante parou ao meu lado.

O vidro abaixou.

“Sophie.”

Eu congelei.

Era ele—o homem do café.

“Entre. Eu explico tudo.”

Revirei os olhos.

“Nem pensar.”

Seus lábios se curvaram em um sorriso divertido.

“Justo. Então eu falo aqui.”

Sua voz era calma, controlada.

“Meu pai está prestes a me entregar o comando dos negócios da família.

Mas tem uma condição—ele quer me ver como um homem comprometido. Noivo.”

Cruzei os braços.

“E isso me afeta como?”

Seu olhar permaneceu firme.

“Porque eu preciso de uma noiva.”

Soltei uma risada incrédula.

“Você está brincando.”

“Não estou. E você precisa de dinheiro.”

Minha respiração travou.

“Ouvi você no café, pedindo um adiantamento para sua gerente,” ele continuou.

“Eu vejo uma oportunidade, eu aproveito. Você precisa de dinheiro. Eu preciso de uma noiva. É simples.”

Simples.

Certo.

“Se aceitar, eu pago pela cirurgia do seu pai.”

Tudo dentro de mim gritava não.

Mas então imaginei meu pai, frágil, em uma cama de hospital, e o valor impossível da conta.

Engoli em seco.

“Feito.”

E assim, me tornei a noiva de Steven.

A Noite que Mudou Tudo

O aniversário do pai de Steven foi nossa primeira aparição como casal.

A mansão parecia saída de um sonho—lustres dourados, jazz ao vivo, garçons serpenteando pela multidão com taças de champanhe.

Mantive minha postura perfeita, exatamente como Steven havia me instruído.

“Relaxa,” ele murmurou em meu ouvido.

“Você está perfeita.”

Então seu pai se aproximou—alto, intimidador.

Me avaliando.

“Ah, então essa é a jovem que você tem escondido de nós,” ele disse, estreitando os olhos.

Forçei um sorriso.

“É um prazer conhecê-lo, senhor.”

E então—eu o vi.

O homem do café.

O homem que passei meses secretamente admirando.

Aquele que eu imaginava, só uma vez, que poderia ser o certo.

E agora, pela primeira vez, eu sabia seu nome.

Porque o pai de Steven se virou para ele com um sorriso orgulhoso e disse:

“Oliver, venha conhecer a noiva do seu irmão.”

O Que Eu Nunca Vi Chegando

Os olhos de Oliver se prenderam aos meus.

Ele me reconheceu.

Ele não se aproximou de imediato.

Esperou, observou, e então veio até mim no momento exato.

“Que coincidência te ver aqui,” ele disse, a voz baixa.

“Oliver…”

“Você sabe, passei meses tentando criar coragem para te chamar para sair.”

Minha respiração falhou.

“Mas acho que não precisei. Meu irmão chegou primeiro.”

Ele riu baixinho.

“Eu ia ao café todas as manhãs só para te ver.”

Eu poderia dizer a verdade.

Que eu não era realmente a noiva de Steven.

Que eu só aceitei isso pelo bem do meu pai.

Mas então… imaginei a cama de hospital do meu pai.

O cheque que Steven prometeu.

Então, em vez disso, desviei o olhar, segurei a mão de Steven… e o beijei.

A primeira mentira que contei teve gosto de coração partido.

O Preço de uma Mentira

Na manhã seguinte, Steven deslizou um cheque sobre a mesa.

“Aqui.”

Minhas mãos tremiam ao pegá-lo.

Era mais do que suficiente para salvar a vida do meu pai.

Mas, em vez de alívio, não senti nada.

Steven me estudou.

“Você está interpretando bem o seu papel. Talvez devêssemos continuar com isso… ver se há algo real entre nós.”

Coloquei o cheque de volta na mesa.

“Não posso.”

Suas sobrancelhas franziram.

“O quê?”

Respirei fundo.

“Pensei que poderia fingir, mas nem mais um dia seria suportável.”

“A verdade é… desde o começo, eu sempre estive apaixonada pelo seu irmão.”

Silêncio.

Então Steven suspirou.

“Não posso te manter aqui.”

Ele guardou o cheque no bolso.

Saiu.

Me deixou sozinha.

Eu tinha perdido tudo.

Uma Escolha Inesperada

Naquela noite, enquanto trancava o café, a porta se abriu.

Oliver.

Ele se aproximou, pressionando algo contra minhas mãos.

O cheque.

“Fique com ele,” ele disse.

“Mesmo que nunca mais nos vejamos, use-o para seu pai.”

Eu o encarei.

“Você sabia?”

“Steven me contou.”

Seus olhos suavizaram.

“Você não precisava mentir, Sophie. Poderia ter simplesmente pedido. Eu teria ajudado. Sem acordos. Sem fingimentos.”

Lágrimas arderam em meus olhos.

“Eu sempre ficava feliz quando você aparecia,” sussurrei.

“Eu te dava um biscoito extra, esperando que você notasse.”

Seu sorriso foi triste.

“Eu notei.”

Então ele estendeu a mão.

“Vamos. Precisamos falar com o médico do seu pai.”

Pela primeira vez em semanas, respirei.

E quando Oliver me guiou para a noite, eu soube—dessa vez, eu não estava andando sozinha.