Já fazia quase dois anos desde que Jason e eu terminamos, mas a memória dele ainda persistia como um fantasma.
Estivemos juntos por cinco anos, e embora o término tenha sido amigável, ainda sentia como se uma parte de mim estivesse faltando.

Eu pensei que já tivesse superado, mas depois de um encontro recente com ele em uma festa de um amigo em comum, comecei a me perguntar se talvez tivéssemos assuntos inacabados.
Jason sempre foi um cara ótimo — charmoso, engraçado e carinhoso.
Compartilhamos tantas memórias juntos, mas com o tempo, nos afastamos.
Não foi culpa de ninguém; apenas crescemos em direções diferentes.
O término foi doloroso, mas eu achava que era o melhor para nós.
No entanto, ao vê-lo novamente, rindo e relembrando os velhos tempos, algo dentro de mim foi despertado.
Talvez pudéssemos tentar novamente, pensei.
Entrei em contato com ele na semana seguinte, hesitante, mas esperançosa.
“Oi, Jason, estive pensando sobre nós ultimamente.
Eu sei que faz um tempo, mas você gostaria de nos encontrarmos? Talvez tomar um café?” digitei, meus dedos tremendo ao pressionar enviar.
Ele respondeu quase imediatamente.
“Eu gostaria disso.
Faz tempo demais, Emma.
Vamos fazer isso.”
Não pude deixar de sorrir com a ideia de nos reconectarmos.
Eu não tinha percebido o quanto sentia falta dele até aquele momento.
Fizemos planos de nos encontrar em um café na cidade naquele sábado.
No dia do nosso encontro, eu estava nervosa, meu coração batendo rápido com excitação e ansiedade.
E se as coisas tivessem mudado demais? E se já não fôssemos mais as mesmas pessoas que éramos quando estávamos juntos?
Quando cheguei, vi Jason sentado em uma mesa no canto, um sorriso se espalhando pelo seu rosto quando me viu.
Ele estava igual — tão bonito, tão caloroso.
Meu coração disparou enquanto eu caminhava até ele.
“Oi,” disse, sentando-me.
“Faz tempo.”
“Demais,” ele respondeu, sua voz mais suave do que eu lembrava.
“Eu senti sua falta.”
Passamos as próximas horas conversando, falando sobre tudo e nada.
A química entre nós era inegável, e eu não pude evitar sentir aquela faísca que compartilhamos um dia.
Enquanto a conversa fluía, comecei a imaginar a possibilidade de reacendermos o que tivemos.
Talvez ainda estivéssemos destinados a ficar juntos.
Mas então, justo quando eu começava a me sentir otimista, meu telefone vibrou sobre a mesa.
Olhei para a mensagem, meu coração afundando.
Era da minha amiga Mia: “O Jason está com você agora?”
Confusa, digitei de volta: “Sim, estamos nos encontrando.
Por quê?”
“Acabei de vê-lo entrando em um restaurante com uma mulher.
Tenho quase certeza de que é a nova namorada dele.
Ela não parecia muito feliz em vê-los conversando.”
Congelei, a mensagem ainda brilhando na tela.
Uma nova namorada? Jason não havia mencionado ninguém.
Tentei afastar esse pensamento da minha cabeça, mas ele me atormentava, uma sensação que eu não podia ignorar.
Isso era um sinal de que eu não deveria ter procurado por ele?
Olhei para cima, tentando disfarçar meu desconforto.
Jason ainda estava falando, mas algo em seu comportamento havia mudado.
Ele parecia distraído agora, como se sua mente estivesse em outro lugar.
Pude ver o telefone dele na mesa — havia uma mensagem de alguém, o nome “Sophie” piscando na tela.
Tentei não olhar, mas a curiosidade foi mais forte.
“Está tudo bem?” perguntei, tentando manter minha voz firme.
Ele me olhou, quase com um pedido de desculpas.
“Sim, está tudo bem.
Só… coisas do trabalho.”
Eu acenei com a cabeça, mas meu estômago se revirou.
Algo estava errado.
Depois de mais alguns minutos de conversa superficial, não consegui mais segurar.
“Jason, ouvi dizer que você está namorando alguém agora.”
Os olhos dele se arregalaram, e pude ver a culpa neles.
“Ah, sim.
O nome dela é Sophie.
Estamos saindo há alguns meses.”
As palavras me atingiram como um soco no estômago.
“Por que você não me contou?” perguntei, tentando segurar as lágrimas.
“Eu não sabia como falar sobre isso,” ele respondeu, sua voz baixa.
“Eu não queria te machucar.”
Me machucar? A verdade é que eu estava devastada.
Eu deixei-me acreditar, mesmo que por um momento, que houvesse uma chance de retomarmos o que tínhamos.
Mas agora eu percebia o quanto fui tola.
“Eu não sei o que eu esperava,” murmurei, minha voz tremendo.
“Eu achei… sei lá.
Achei que talvez pudéssemos tentar de novo.”
Jason me olhou com simpatia, mas seus olhos traíam um sentimento de arrependimento.
“Emma, você é uma pessoa incrível.
E sempre vou me importar com você.
Mas eu estou feliz com a Sophie.
Eu acho que é hora de nós dois seguirmos em frente.”
Eu acenei com a cabeça, engolindo o nó na garganta.
“É, eu entendo.
Eu entendo.”
Sentamos em silêncio por alguns momentos, e então ele alcançou a minha mão na mesa.
“Eu realmente espero que você encontre a felicidade, Emma.
Você merece isso.”
Eu não sabia como responder.
Me senti tanto de coração partido quanto estúpida.
Eu me coloquei em uma situação onde esperava algo que nunca aconteceria.
Jason seguiu em frente, e eu também deveria.
Quando me levantei para sair, minha mente estava a mil por hora com mil pensamentos.
Justo quando estava prestes a sair pela porta, a vi.
Sophie.
Ela entrou no café, seus olhos imediatamente se fixando nos meus.
Ela tinha um sorriso arrogante, quase desafiador, como se soubesse exatamente o que estava acontecendo.
Tentei ignorá-la enquanto passava, mas ela não deixou isso passar tão facilmente.
“Você deve ser a Emma,” disse ela, seu tom carregado de desdém.
“O Jason fala de você o tempo todo.
É fofo você achar que ainda tem algo entre vocês.”
As palavras dela me feriram, e pude sentir meu rosto se aquecer de humilhação.
Mas ao invés de responder, apenas saí.
Eu não ia deixar ela, ou ninguém, me fazer sentir pequena.
Não era culpa do Jason.
Não era culpa da Sophie.
Eu cometi o erro de achar que poderia voltar no tempo, mas algumas coisas simplesmente não podem ser desfeitas.
Me arrependi de ter procurado o Jason, mas também sabia que era uma lição que eu precisava aprender.
Às vezes, é melhor deixar o passado no passado, não importa o quanto você queira reescrevê-lo.
O futuro estava me esperando, e era hora de seguir em frente — sem Jason, sem Sophie, e sem a esperança do que poderia ter sido.







