Eu achava que estava ajudando minha melhor amiga a superar um término – Mas quando descobri que ela estava roubando meu namorado, o karma veio para ela da pior maneira

Por anos, Naomi e eu fomos inseparáveis.

Éramos melhores amigas desde a faculdade, daquele tipo de amizade em que terminávamos as frases uma da outra e sempre sabíamos o que a outra estava pensando.

Nunca duvidei da lealdade dela—até a noite em que tudo desmoronou.

Tudo começou quando ela apareceu no meu apartamento chorando.

“Não acredito que acabou,” ela soluçou, desabando no meu sofá.

“Ethan simplesmente… foi embora.”

Envolvi meus braços ao redor dela, acariciando suas costas.

“Sinto muito, Naomi. Ele não te merece.”

Ela enxugou as lágrimas com a manga do suéter.

“Eu me sinto tão perdida. Odeio ficar sozinha.”

Eu sabia o quanto ela temia a solidão.

Naomi sempre foi do tipo que precisava de atenção, alguém para validá-la, mas nunca a julguei por isso.

Para isso servem as melhores amigas—para estarem lá, não importa o quê.

Passei as semanas seguintes consolando-a.

Ligações de madrugada, maratonas de filmes, entregas surpresa de café—o que ela precisasse, eu estava lá.

Mas, ao mesmo tempo, algo estranho estava acontecendo com meu namorado, Lucas.

Ele começou a agir de forma… estranha.

De repente, estava distante, cancelando nossos planos com desculpas vagas.

Mantinha o celular grudado nele e, sempre que eu perguntava o que havia de errado, me dispensava.

“Só estou ocupado com o trabalho,” ele dizia.

Eu queria acreditar nele.

Afinal, estávamos juntos há dois anos e ele nunca me deu motivos para desconfiar.

Mas meu instinto dizia que algo estava errado.

Eu só nunca imaginei o quão ruim realmente era.

Uma noite, Naomi me convidou para jantar na casa dela.

“Você tem cuidado de mim sem parar,” disse ela.

“Deixe-me cuidar de você, pelo menos uma vez.”

Parecia doce.

Inofensivo.

Mas naquela noite, o karma decidiu que era hora de revelar a verdade.

No meio do jantar, Naomi se levantou para pegar mais vinho.

Deixou o celular na mesa e, justo quando eu tomava um gole da minha bebida, apareceu uma mensagem.

Lucas: Mal posso esperar para te ver amanhã. Te amo.

Meu coração parou.

Por um momento, pensei que tinha lido errado.

Talvez fosse outro Lucas?

Talvez fosse uma piada?

Um mal-entendido?

Mas, enquanto olhava para a tela, vi as mensagens anteriores.

Lucas: Ontem à noite foi incrível. Queria poder acordar ao seu lado todas as manhãs.

Naomi: Em breve, amor. Só preciso descobrir como contar para ela.

Lucas: Ela vai ficar bem. Ela vai superar isso.

A sala começou a girar.

Levantei o olhar bem quando Naomi voltou, carregando a garrafa de vinho e sorrindo como se não tivesse acabado de destruir meu mundo inteiro.

Respirei fundo, tentando me recompor.

“Naomi,” disse eu, forçando minha voz a permanecer calma, “quando você ia me contar?”

Ela franziu a testa.

“Te contar o quê?”

Levantei o celular dela.

“Que você está dormindo com o meu namorado.”

O rosto dela perdeu a cor.

Por um momento, ela ficou sem palavras.

Então, tentou rir.

“Leah, não é o que você está pensando.”

Bati o celular na mesa.

“Sério? Porque parece que você estava planejando roubá-lo de mim.”

Ela suspirou, passando a mão pelo cabelo.

“Eu ia te contar. Eu só—”

Interrompi.

“Você só o quê? Precisava que eu segurasse sua mão durante seu falso coração partido enquanto você me traía?”

Ela teve a audácia de parecer irritada.

“Eu não planejei que isso acontecesse, tá bom? Simplesmente aconteceu. E, honestamente, Leah, se ele te traiu comigo, talvez isso diga algo sobre o seu relacionamento.”

Olhei para ela, o nojo crescendo dentro de mim.

“Uau. Então a culpa é minha?”

Ela cruzou os braços.

“Você sempre foi tão perfeita, tão certinha. Talvez ele quisesse alguém que o fizesse se sentir necessário.”

Eu queria gritar.

Eu queria jogar vinho na cara dela.

Mas, em vez disso, sorri.

Porque o karma já estava agindo.

Levantei-me, pegando meu celular.

“Sabe de uma coisa, Naomi? Você tem razão. Pode ficar com ele.”

Ela piscou.

“Espera, o quê?”

Caminhei até a porta.

“Espero que você goste de lidar com as mentiras dele, as desculpas e os sumiços.

Porque se ele fez isso comigo, vai fazer com você também.”

Então, quando abri a porta, olhei para trás uma última vez.

“Ah, e mais uma coisa—” sorri de lado.

“Ele era péssimo na cama. Boa sorte com isso.”

Então saí, batendo a porta atrás de mim.

Na manhã seguinte, Naomi me ligou 17 vezes.

Não atendi nenhuma.

E uma semana depois?

Lucas também a traiu.

Algumas traições não precisam de vingança.

Às vezes, o karma cuida de tudo por você.