A menininha estava voltando da escola para casa.
Em suas mãos, ela carregava sua mochila, com cadernos saindo de forma irregular, e em seu ombro pendia um cachecol que continuava escorregando.

O pátio estava vazio e silencioso.
Somente na entrada havia um homem.
Ele era alto, vestido com um longo casaco preto.
Seu rosto estava parcialmente coberto por um cachecol e uma gola levantada, mas mesmo assim era o suficiente para fazê-lo parecer assustador.
Parecia estar esperando por alguém.
De tempos em tempos, seus olhos examinavam o local, sempre voltando para a casa.
A menina começou a ficar inquieta.
Os avisos do pai voltaram à sua mente.
O homem a notou.
Seu olhar tornou-se mais afiado, mais suspeito.
Ele deu alguns passos cautelosos à frente, como se verificasse se havia testemunhas.
Mas a rua estava deserta — sem carros, sem transeuntes.
O coração dela batia forte, as palmas das mãos suavam.
O homem acelerou o passo.
Ela se virou — ele já estava perto.
Seus olhos procuraram desesperadamente ao redor da escada.
E então, ela fez algo tão inesperado que até o homem de preto ficou paralisado de choque 😨😨.
Aquela decisão rápida salvou sua vida.
Um pensamento passou por sua mente: “Luz! Barulho!”
Ela acendeu todas as luzes da escadaria e bateu na porta mais próxima com toda a força.
— Socorro! Socorro! — sua voz se quebrou de pânico.
O som ecoou por todo o prédio.
O homem de preto hesitou, surpreso com a ousadia da criança.
Nesse momento, uma porta se abriu de repente.
Um homem forte apareceu na porta, e uma mulher surgiu atrás dele.
— O que está acontecendo aqui? — ele perguntou, olhando da menina para o estranho.
O homem de preto recuou, arregalou os olhos e fugiu para a escuridão do pátio.
A menina tremia, segurando firmemente sua mochila.
Mas por dentro, sentiu uma centelha de orgulho.
Ela se lembrou das palavras de seu pai — e isso salvou sua vida…







