— Você ficou completamente maluca? — explodiu a sogra quando entendeu que a nora não lhe daria metade do apartamento.

— Você ficou completamente maluca? — explodiu Lídia Nikolaevna quando entendeu que a nora não tinha a menor intenção de lhe dar metade do apartamento.

Svetlana ficou imóvel junto à janela da sala, olhando para a mulher que, apenas meia hora antes, sorria e a chamava de filha.

Agora a sogra estava no meio do cômodo com documentos nas mãos, e o rosto dela se contorcia de raiva.

Tudo começou no sábado de manhã.

Svetlana preparava o café da manhã quando a campainha tocou.

Estranho — Andrei tinha ido à academia, e eles não esperavam visitas.

— Svetochka, filhinha! — exclamou Lídia Nikolaevna, entrando no hall com uma bolsa enorme.

— Como você está? E a saúde?

Atrás dela, um homem desconhecido, por volta dos cinquenta anos, de terno escuro, se espremeu para dentro do apartamento.

— E esse é quem? — perguntou Svetlana, desnorteada.

— Apresento o Viktor Semiónovitch, advogado, — a sogra fez um gesto com a mão.

— Estamos aqui a trabalho com você.

Svetlana sentiu uma pontada desagradável no peito.

Que trabalho? E por que sem o Andrei?

— Sentem-se, querem chá? — ofereceu ela educadamente, embora por dentro estivesse tomada pela ansiedade.

— Não vamos perder tempo, — Lídia Nikolaevna se acomodou no sofá e bateu a mão no lugar ao lado.

— Senta, Sveta, vamos conversar em família.

O advogado, em silêncio, tirou da pasta uma pasta de documentos.

— Veja, filhinha, — começou a sogra com uma voz melosa, — eu não dormi a noite inteira, fiquei pensando em você e no nosso Andryusha.

Jovens, bonitos, e morando em apartamento alugado.

Isso é dinheiro jogado fora!

Svetlana franziu a testa.

Alugado? Aquele apartamento era dela, comprado com o próprio dinheiro dois anos antes de conhecer o Andrei.

— Mamãe Lida, o apartamento é meu, — corrigiu ela com suavidade.

— Eu já contei.

— Sim, sim, claro, — a sogra agitou as mãos.

— Mas vocês são uma família!

E família é economia em comum.

Eu pensei: vamos transferir metade do apartamento para o Andryusha.

Por uma questão de ordem.

— Ordem de quê? — Svetlana sentiu as costas esfriarem.

— Ué, como assim! — a sogra se inclinou mais para perto.

— Um homem precisa se sentir dono da casa.

Senão fica parecendo que ele mora aí sustentado por você.

Viktor Semiónovitch pigarreou e colocou alguns papéis diante de Svetlana.

— Eu preparei um contrato de doação de metade da moradia, — disse ele de modo profissional.

— Está tudo legalizado, é só assinar.

Svetlana pegou os documentos com as mãos trêmulas.

Contrato de doação de metade do apartamento para Andrei Viktorovitch Somov.

Estava tudo pronto; faltava apenas a assinatura dela.

— Vocês estão falando sério? — sussurrou ela.

— E qual é o problema? — Lídia Nikolaevna deu de ombros.

— Você ama o Andryusha, não ama?

Então tem que confiar.

E se não confia… — ela suspirou teatralmente.

— Então por que casou?

Svetlana se levantou devagar do sofá.

Na cabeça, os pensamentos corriam como um raio.

O Andrei sabe disso? Claro que sabe!

Senão como a mãe dele saberia que o apartamento está só no nome dela?

E esse advogado obviamente não estava ali por acaso.

— Cadê o Andrei? — perguntou ela, em voz baixa.

— Na academia, — respondeu a sogra sem levantar os olhos.

— Decidimos fazer isso sem ele por enquanto.

Para não constranger um homem com essas… questões domésticas.

— Decidiram? — Svetlana repetiu.

— Quem decidiu?

— Bom, eu decidi, — a sogra começou a ficar vermelha.

— E daí?

Svetlana entendeu tudo de repente.

O Andrei estava por dentro.

Mais do que isso: era ideia dele.

Só que ele não teve coragem de falar sozinho, então mandou a mãe.

Covarde.

— Sabe de uma coisa, — disse ela, juntando os papéis em uma pilha, — eu vou pensar.

— Pensar no quê? — Lídia Nikolaevna se exaltou.

— Você é avarenta? Ou não ama seu marido?

— Eu amo muito meu marido, — respondeu Svetlana com calma.

— Mas o apartamento é meu.

— Seu, seu! — a sogra agitou as mãos.

— E seu marido é o quê, um inquilino?

— Meu marido é meu marido, — Svetlana sentiu a raiva subir por dentro.

— E a moradia não tem nada a ver com isso.

— Ah, é assim? — a sogra saltou do sofá.

— E se vocês se divorciarem? O Andryusha vai ficar sem nada?

— E se não nos divorciarmos, pra que ele precisa de documentos do apartamento?

Viktor Semiónovitch mexia nervoso nas folhas, claramente querendo estar em qualquer lugar, menos ali.

— Svetlana Petrovna, — interveio ele, — talvez seja melhor conversar com o seu marido?

— Vou conversar, sim, — Svetlana assentiu.

— Quando ele voltar.

— Mas o que há pra conversar! — a sogra não se acalmava.

— Uma esposa normal teria oferecido isso sozinha!

E você está que nem cachorro no osso!

Chega.

— Lídia Nikolaevna, — Svetlana se endireitou, — peço que a senhora saia do meu apartamento.

— O quê?! — a sogra quase afundou no sofá.

— A senhora ouviu.

Vá embora. Agora.

— Como você se atreve! — ela guinchou.

— Eu sou a mãe do seu marido!

— Justamente por isso eu estou pedindo com educação, — Svetlana foi até a porta e a escancarou.

— Antes que eu comece a gritar.

Viktor Semiónovitch juntou os papéis às pressas e se levantou.

— Lídia Nikolaevna, realmente, vamos…

— Você ficou completamente maluca? — explodiu a sogra, levantando-se do sofá.

— Por causa de um apartamento destruir uma família! Eu falo com você como mãe!

— A senhora não é minha mãe, — cortou Svetlana.

— E não sou eu quem está destruindo a família.

— E quem é então? — a sogra chegou bem perto, apontando o dedo no peito dela.

— Quem veio aqui com seus advogados?

— Exatamente! Quem veio? — Svetlana não recuou um passo.

— Quem trouxe um estranho para a minha casa e exige que eu assine documentos do meu patrimônio?

— Como você pode! — a sogra levou a mão ao coração.

— Depois de tudo o que eu fiz por você!

— E o que, exatamente, a senhora fez por mim?

— Eu te dei meu filho! O melhor homem do mundo!

Svetlana sorriu com amargura.

— Deu de presente? E agora quer pagamento?

— Que pagamento! — a sogra chorou.

— Eu só quero que meu filho se sinta homem na própria casa!

— Na própria? — Svetlana repetiu.

— Mas a casa é minha.

— Justamente! — exclamou Lídia Nikolaevna.

— Aí é que está!

Um homem não pode viver em território feminino!

— Então que ele compre uma casa dele.

— Com que dinheiro? O salário dele é pequeno!

— Então que ele procure um trabalho melhor.

— Mas o que você está dizendo! — a sogra soluçou.

— Ele saiu do emprego anterior por sua causa! Mudou de cidade!

Svetlana ficou confusa.

O Andrei não tinha mudado de cidade nenhuma; eles tinham se conhecido ali, na cidade dela.

E ele saiu do emprego por conta própria, porque não gostava de acordar cedo.

— Lídia Nikolaevna, — disse ela, cansada, — por favor, vá embora.

Eu não vou assinar nada.

— Não vou! — a sogra se jogou de novo no sofá.

— Só saio quando você assinar!

— Então eu vou chamar a polícia.

— Atrevimento com os mais velhos! — ela gritou.

— Cadê sua educação?

— Minha educação não me permite expulsar uma senhora à força, — respondeu Svetlana.

— Mas a paciência não é infinita.

Viktor Semiónovitch pigarreou.

— Lídia Nikolaevna, talvez seja melhor mesmo irmos? Conversamos com calma…

— Não vou! — a sogra bateu o pé.

— Ela vai tirar meu filho de mim!

— Eu não tiro ninguém de ninguém, — Svetlana se sentou na poltrona em frente.

— Mas se o Andrei quer ser proprietário, que compre um apartamento dele.

— E de onde ele vai tirar dinheiro? — a sogra choramingou.

— Não sei. Isso é problema dele.

— Sem coração! — exclamou Lídia Nikolaevna.

— De pedra! E como foi que o Andryusha te amou?

— Pelo visto, não foi por causa do apartamento.

— Então por causa de quê?

Svetlana pensou.

De fato, por causa de quê?

Quando se conheceram, Andrei era encantador, divertido, falava coisas bonitas.

Mas, aos poucos, ficou claro que ele não gostava de trabalhar, não ajudava em casa, e gastava dinheiro com facilidade e despreocupação.

Ao mesmo tempo, sempre enfatizava que estava morando no apartamento dela apenas temporariamente, até o casamento.

Depois do casamento, claro, eles comprariam algo em conjunto.

Só que ele não tinha dinheiro para um apartamento “em conjunto”.

E nem se previa que tivesse.

— Sabe de uma coisa, — disse Svetlana, — eu vou esperar o Andrei.

Vou falar com ele eu mesma.

— E eu vou ficar! — declarou a sogra.

— Quero ver o que ele vai dizer!

— Não, a senhora não vai ficar.

Isso é conversa de marido e mulher.

— Eu sou a mãe dele!

— E eu sou a esposa dele.

— Esposa há um mês! E eu sou mãe a vida inteira!

Svetlana se levantou e pegou o telefone.

— Agora vou ligar para o Andrei e contar o que está acontecendo aqui.

— Não ouse! — a sogra se assustou.

— Pra que mexer com os nervos dele?

— Então vá embora.

Lídia Nikolaevna se levantou do sofá, soltou um palavrão sujo e foi para a saída.

Viktor Semiónovitch correu atrás dela.

— Você ainda vai se arrepender! — gritou a sogra da porta.

— O Andryusha vai saber quem você é de verdade!

— Vai saber, — concordou Svetlana e trancou a porta com todas as fechaduras.

Ela se encostou à porta e foi escorregando devagar até o chão.

As mãos tremiam, havia um nó na garganta.

Era assim, então.

Um mês atrás, aquela mulher chorava de felicidade no casamento, chamava-a de melhor nora do mundo.

E hoje veio tirar o apartamento dela.

O telefone tocou.

Andrei.

— Oi, meu sol, — disse ele, animado.

— Tudo bem?

— Sua mãe esteve aqui.

Pausa.

— Ah… é? E o que ela queria?

— Você sabe.

Outra pausa, mais longa.

— Sveta, não é o que você está pensando…

— Então o que é?

— Bom… mamãe se preocupa.

Comigo.

Diz que fica errado…

— O que fica errado?

— Que eu pareço um dependente…

— Andrei, — Svetlana interrompeu, — foi você que pediu para a sua mãe vir?

— Não! Quer dizer… nós só conversamos… e ela decidiu sozinha…

— Conversaram sobre o quê?

— Sobre o fato de que… bem, que um homem deve ser o dono…

— No meu apartamento?

— Não no seu! No nosso!

— Ele é meu, Andrei. Comprei com meu dinheiro antes de te conhecer.

— Mas nós somos uma família!

Svetlana fechou os olhos.

Sim, eram família.

Um mês atrás assinaram o casamento, uma semana atrás voltaram da lua de mel.

E já começavam as pretensões sobre o patrimônio dela.

— Andrei, venha para casa. Vamos conversar.

— Mas eu estou na academia…

— Larga a academia e venha. Agora.

— O que aconteceu?

— Aconteceu que a sua mãe trouxe um advogado e exigiu que eu assinasse um contrato de doação de metade do apartamento para o seu nome.

— Meu Deus… Sveta, eu não sabia…

— Não minta.

— Eu não minto! Ela disse que só ia conversar com você!

— Conversar? Com documentos e advogado?

— Eu pensei… bem, talvez ela aconselhasse colocar tudo no papel…

— Colocar o quê no papel?

— Bem… as partes… as cotas… algo assim…

Svetlana entendeu que não aguentava mais.

Mentira demais, tentativa demais de escapar.

— Sabe de uma coisa, Andrei? Não venha.

— Como assim?

— Assim.

Não venha.

Junte suas coisas e more onde quiser.

— Sveta, você tá louca! Nós nos casamos!

— E daí?

— Como “e daí”? Somos uma família!

— Família não tenta tomar o patrimônio do outro uma semana depois do casamento.

— Mas eu não estou tentando!

— Então por que a sua mãe sabe todos os detalhes do meu apartamento? Por que ela tem um contrato de doação pronto?

— Bem… ela trabalhou como advogada… é hábito…

— Andrei, para.

Você contou a ela do apartamento, que ele está só no meu nome.

Você reclamou que se sente diminuído.

E vocês decidiram me pressionar.

— Não “nós”! Foi ela sozinha!

— Tá bom. Sozinha.

Então explique para ela que isso é impossível.

— Eu explico! Claro! Só não fica brava…

— Tarde demais.

— Sveta, por favor… eu te amo…

— E eu não. Não mais.

Ela desligou e tirou o telefone da tomada.

Que ele não ligue.

Ela precisava de silêncio para pensar.

O apartamento de repente pareceu enorme e silencioso.

Svetlana foi de cômodo em cômodo, onde até ontem fervia a vida de família.

As coisas do Andrei no armário, a caneca dele na pia, a bolsa de ginástica perto da porta.

Ela juntou tudo metodicamente em sacos e colocou no hall.

Que ele venha buscar.

Depois sentou ao computador e escreveu um pedido para trocar as fechaduras.

Amanhã mesmo chamará um chaveiro.

E depois de amanhã irá a um advogado de verdade — não como aquele que a sogra trouxe.

Vai saber como proteger a própria propriedade de tentativas de apropriação.

Por via das dúvidas.

À noite, quando escureceu, o telefone tocou.

O fixo, do qual tinham esquecido.

— Sveta? — ouviu-se a voz aflita de Andrei.

— Por que você não atende?

— Não quero falar.

— Por favor… eu falei com mamãe. Ela não vai mais…

— Eu sei. Não vai. Porque eu não vou mais te ver.

— Sveta!

— Andrei, acabou.

Você pode morar onde quiser, só não aqui.

— Mas nós assinamos o casamento!

— Vamos “desassinar”.

— Você está falando sério?

— Muito.

— Por causa de um apartamento?

Svetlana sorriu com amargura.

— Não por causa do apartamento.

Por causa de você ter se mostrado totalmente diferente do que eu pensava.

— Diferente como?

— Honesto.

Pausa.

— Sveta… e se eu disser para mamãe que nunca mais…

— Tarde demais, Andrei.

— E se ela pedir desculpas?

— Eu não preciso das desculpas dela.

— Então o que você quer?

— Que você pegue suas coisas e não apareça mais.

— E o divórcio?

— Vou entrar com o pedido na segunda-feira.

Ele ficou calado por tanto tempo que Svetlana pensou que a ligação tinha caído.

— Andrei?

— Eu estou aqui. Só… eu não achava que você fosse tão dura.

— E eu não achava que você fosse tão fraco.

— Eu não sou fraco!

— Você é fraco, Andrei.

Você não conseguiu dizer à sua mãe que o apartamento é meu e vai continuar sendo meu.

Não conseguiu proteger sua esposa dos ataques.

Não conseguiu ser honesto comigo.

Isso é fraqueza.

— Eu só não queria brigar…

— Mas não teve medo de me colocar contra a sua mãe.

— Eu pensei que vocês iam se dar bem…

— Pensou? Ou esperava que eu cedesse?

Silêncio.

— Amanhã você vem buscar suas coisas, — disse Svetlana.

— Eu vou estar no trabalho.

Deixe as chaves com a vizinha.

— E depois?

— Depois nada.

Viva feliz com a sua mãe.

Ela desligou e tirou o telefone fixo da tomada também.

Uma hora depois, tocaram a campainha.

Insistente, prolongada.

— Svetochka! — ouviu-se a voz da sogra.

— Abre! Eu sei que você está em casa!

Svetlana não respondeu.

— Abra imediatamente! — a voz ficou agressiva.

— Precisamos conversar!

— Vá embora, — disse Svetlana através da porta.

— Ou eu chamo a polícia.

— Que polícia? Eu sou a mãe do seu marido!

— Do meu ex-marido.

— O quê?!

— Estamos nos divorciando.

Pausa. Depois, um grito selvagem:

— O que você fez?! Por causa de um apartamento destruiu a família!

— Não por causa do apartamento. Por causa de vocês.

— Por minha causa?! Eu só queria o bem!

— O bem?

A senhora trouxe um estranho para a minha casa e exigiu que eu assinasse documentos do meu patrimônio.

Isso é “bem”?

— Isso é justiça! O Andryusha precisa se sentir dono!

— Que se sinta.

Na casa dele.

— Ele não tem casa!

— Então que compre. Ou alugue. Ou more com a mãe.

— Mas você é a esposa dele!

— Fui. Um mês.

A sogra começou a chorar atrás da porta.

Alto, teatralmente.

— Você é cruel! Sem coração! Por ganância, acabou com meu filho!

— Lídia Nikolaevna, — disse Svetlana, exausta, — vá para casa.

Para o seu filho.

Console-o.

Arrume para ele outra esposa.

Uma que assine qualquer coisa.

— Não vai existir outra como você!

— Vai sim. Procure melhor.

— E se ele virar alcoólatra?

— Esse vai ser o problema de vocês. E dele.

— Mas você o amava!

— Eu o amava. Até hoje de manhã.

O choro cessou.

— E é só isso? Por uma vez?

— Por uma mentira.

Por uma traição.

Por ele ter mandado a senhora no lugar de falar comigo honestamente.

— Ele tinha vergonha!

— Então não está pronto para o casamento.

Longa pausa.

— Você não vai mudar de ideia?

— Não.

— E se eu pedir perdão?

— Tarde demais.

— E se…

— Lídia Nikolaevna, vá embora. Por favor.

O som dos saltos na escada.

O bater da porta do prédio.

Svetlana encostou a testa no batente.

Tudo tinha acabado.

Um mês atrás ela era uma noiva feliz.

Uma semana atrás, uma esposa feliz.

E hoje, uma mulher divorciada.

Estranhamente, não sentia alívio.

Só vazio e cansaço.

Mas o apartamento continuava sendo dela.

Inteiro e completamente.

E ninguém mais teria o direito de reivindicá-lo.

Amanhã ela vai trocar as fechaduras.

Depois de amanhã vai dar entrada no divórcio.

E, dentro de um mês, vai esquecer esse pesadelo e começar a vida de novo.

Como dizem: melhor sozinha do que mal acompanhada.

Mesmo que esse “mal acompanhado” seja um marido oficial.